questionar é viver

 

Precisamos, a todo custo,
questionar
a sociedade em que vivemos.
Calar-se é aceitar
a irrealidade criada
pelo sistema de estrutura retrógrada e discriminatória

que condena à morte
quem não se enquadra. 

Enquanto grito
— meu protesto não é somente em palavras, mas também em ações —
os pensamentos tentam se organizar,
jamais se acomodar,
numa autenticidade
que carrego aberta
para receber o outro
verdadeiro
em seu original feitio. 

Normas não há,
porque não somos exatos.
O padrão criado por aqueles que dominam
é ficção para o dominado
— “minoria” real sugada pela fantasia egoísta da falsa superioridade.

Ana Luiza Libânio
escrito em 20 de novembro, 2013
Dia da Consciência Negra

 

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