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Vista do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro (Fonte: Arquivo Pessoal)

Falta compaixão, falta amor neste mundo. Até nos mais corriqueiros encontros ― no ir e vir diário ― o ser humano se esquece de tratar o outro com cuidado. Gentilezas são raras e a competição por coisas que nem mesmo os próprios competidores sabem o que é, tem acabado com relações.

Outro dia, na farmácia, uma mulher começou a gritar que estava esperando para ser atendida havia 15 minutos. E nesse momento um atendente estava terminando a venda que fazia e se aproximou. Ela insistiu que “só gritando mesmo”. E ele falou baixo, aparentemente ela não o ouviu, “não, basta ser educada”. Poxa! Onde está essa educação? Não se sabe dizer coisas como “com licença”, “por favor”, “obrigada”. Não se sabe ouvir o outro.

As pessoas vivem em guerra. Querem conquistar espaços, não importa como, não importa se para isso derrubam outros; o bem maior é o delas.

Violência é isso também. É chegar gritando, é tratar as pessoas com sarcasmos dispensáveis, é não dar lugar a quem precisa sentar, é não dar passagem no trânsito… Há tantas violências diárias, né? E acostumados a pequenas violências, o ser humano não encontra dificuldade para escalar esse paredão que divide sociedades, culturas, a gente. Cada dia mais, utiliza-se de força e poder para controlar pessoas, quando tudo o que precisamos é compaixão e amor.

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