A verdade é o que é.

Olhe bem:

O que é

Nem sempre é

O que parece ser.

Não há cura

Para o que não é doença

Ana Luiza Libânio Dantas

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Interlúdio

As vozes intercaladas dos dois amantes nos envolvem em sua história que não é apenas um drama romântico, mas sim, acima de tudo, um drama social. O que os dois amantes de Interlúdio Interlúdioromance de James McSill – vivem não está apenas nas páginas do livro. A trama criada por James é como um tricô tecido com distintas linhas, todas se entrelaçando de forma a criar um único manto que longe de cobrir a nudez, expõe a realidade do corpo social.

Lázaro e Dennis apaixonam-se em seu primeiro encontro. São jovens, mas já têm a certeza de que encontraram o amor da vida deles. Não fosse pela religião de Dennis – ele é de família mórmon e seu pai, John, extremamente radical – os dois teriam a felicidade garantida. Mas as coisas não são fáceis na vida do casal, principalmente depois de serem separados por John que, além de levar Dennis de volta aos Estados Unidos, interna-o em uma clínica para curá-lo da homossexualidade. Choque, lobotomia, remédios. Dennis é “reprogramado”.

Mas ele é mesmo doente e precisa ser curado?

O que ele se torna é o que realmente é?

Interlúdio é uma mensagem de que o amor é amor e que preconceito nenhum deve separar aqueles que se amam. Não importa o deus em que se acredita, o amor e o respeito devem permear qualquer relação e as diferenças devem ser aceitas como riquezas.

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