“Formei-me em Letras e na bebida busco esquecer.”

“Formei-me em Letras e na bebida busco esquecer.”
Estava com uma danada de uma ressaca quando vi o envelope branco sobre minha mesa. Para mim bastava! Eram tantos e eu precisava ler cada um deles. Aguentar a linguagem inadequada de cada um dos escritores e frequentemente irritar-me com o mau uso da pontuação. Eu me desesperava. Até que cansei-me daquelas leituras e resolvi que nem todos mereciam o meu tempo. Foi quando Ariadne deixou-me o seu texto. Pontuação: pobre. Conteúdo: inacabado. O que me chamou atenção: sua carta suicida. Eu precisava salvá-la da morte. Está certo, seu texto está carente de vírgulas, mas ela não deveria morrer assim. Suicidar-se? Quem seria aquela tal de Ariadne que assinava seu nome com uma florzinha em cima do “i”? Era necessário descobrir; afinal, “o que amarei se não for o enigma”, já dizia Giorgio De Chirico.
Ao contrário da Ariadne mitológica – aquela do “fio de Ariadne” que ajudou Teseu a vencer o Minotauro no labirinto – a Ariadne de Luis Fernando Veríssimoem Os espiões, leva-nos todos ao centro do labirinto. Caminhamos juntos com esse protagonista – formado em Letras, boêmio e funcionário de uma pequena editora – e seus companheiros de bar na tentativa de desvendar o enigma. Esquemas, disfarces, suspense e uma trama muito bem escrita nos envolvem nesse recente romance policial de Luis Fernando Veríssimo. Um belo entretenimento, que nos brinda com muita intertextualidade informativa e muito bom humor.

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