“Devo confessar que pensei muito em você todos esses anos. Todos os dias. Todas as horas. Quase todos os minutos, imaginando nosso encontro, vivendo nossas conversas dentro da minha cabeça, alimentando-me somente de vingança. Aliás, Júlio, a verdade é que sem a vingança eu provavelmente já teria definhado. Sabe o que aprendi todos esses anos? […] A vingança é como aquela viagem que planejamos com muita antecedência, sabe? Aquela viagem dos sonhos para a qual nos preparamos com meses de antecedência, pouco a pouco, saboreando cada minuto que nos aproxima dela; buscando informações antecipadas sobre o lugar, o que fazer, onde comer, o que visitar. Até que chega a hora de irmos. Tudo é perfeito; entretanto, breve, efêmero. Então damo-nos contra de que grande parte da graça foi exatamente aqueles momentos que antecederam a viagem em si.”

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Júlio levantou-se e, como sempre, desceu para tomar seu café da manhã, ler o jornal e preparar-se para mais um dia de trabalho na delegacia.  Ao pegar o jornal, um envelope caiu no chão. No envelope, um convite que transformaria aquele e os demais dias de sua vida em um pesadelo. As letras, cortadas de revista, perguntavam-lhe: “Que tal um cineminha?”.

72 horas para morrer é a história da corrida de Júlio contra o tempo para salvar-se da vingança de um serial killer. Mas quem é esse assassino? O desespero de não saber quem matou, com requintes de crueldade, pessoas relacionadas a ele de longe é menor que a aflição, a fúria de saber que aquele que mata é também seu conhecido.

Ricardo Ragazzo é paulista, corintiano, administrador e um dos fundadores da República dos Escritores, mas, sobretudo, Ricardo é escritor. Amante da literatura fantástica e de thrillers como os do mestre Stephen King, dedica-se à criação de histórias que surpreendem. 72 horas para morrer, publicado pela editora Novo Século, é seu primeiro thriller. O texto é bem escrito, bem amarrado e envolvente. Pode ser lido em 72 horas, mas isso se você tiver coragem de largar o livro e deixar para depois uma das várias surpresas que o autor preparou para seus leitores. É de devorar.

Para os amantes do suspense, 72 horas para morrer é obrigatório.

RAGAZZO, Ricardo. 72 horas para morrer. São Paulo: Novo Século, 2011.

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