Histórias da Nigéria

Do que você abre mão em favor daqueles que têm muito menos que você? Até que ponto você é capaz de se doar? Você às vezes se vê fugindo daquilo que pode um dia te matar? Quantas vezes você já se sentiu egoísta? Ou será que nem se sente assim? Você é capaz de olhar … Continuar lendo Histórias da Nigéria

Carta ao Editor

Prezado Editor, Venho por meio desta informar que semelhante relato escrevi. No entanto, já não sei dizer se "A verdade tem olhos verdes", livro por você editado, é aquilo que redigi. Cada palavra, cada frase, cada capítulo da obra fez-me recordar momentos vividos em um passado remoto. Mas já não tenho certeza por onde andei, … Continuar lendo Carta ao Editor

Interlúdio

A verdade é o que é. Olhe bem: O que é Nem sempre é O que parece ser. Não há cura Para o que não é doença Ana Luiza Libânio Dantas ____________________________________________________________________________________ Interlúdio As vozes intercaladas dos dois amantes nos envolvem em sua história que não é apenas um drama romântico, mas sim, acima de … Continuar lendo Interlúdio

Miséria e grandeza

Você conhece Deoquinha Jegue Ruço? E Lourival Divino Beiço? Já ouviu falar na Benedita? Conhece o Alvito Filósofo? Então espere, vou te contar onde os conheci. “Boa tarde! Qual é o convênio?” ... “Ótimo. Pode aguardar que a doutora já vai te atender.” Sento-me diante de duas outras mulheres que, não muito felizes, folheiam revistas … Continuar lendo Miséria e grandeza

Push

Preconceito Seu disfarce nem mesmo disfarça as suas distintas - E longe de serem extintas - formas. Esfrega-se em meu rosto. Arrasta-me. Espeta-me. Revolta-me. Como um gracejo vestido de inocência diz-se jocoso, inofensivo. Mas quem és tu, oh brincalhão, para dizer se machuca ou não? Ainda que sob espessa roupagem, mata. Se aparece nu, é … Continuar lendo Push

O vendedor de armas

“Imagine que você precisa quebrar o braço de alguém.” Agora imagine que esse braço é o seu próprio braço. Você então vence a luta com a ajuda de Buda (a estátua que você usa para acertar a cabeça de seu agressor). Em seguida, uma linda mulher entra em cena. Vocês passam “por todas aquelas fases … Continuar lendo O vendedor de armas

Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?

Quem nunca sonhou estar em queda livre, conversar com animais, ser condenado à morte, lutar bravamente contra monstros, correr atrás do tempo? Quem nunca teve sonhos recorrentes e o medo de estar enlouquecido quando na verdade tudo o que se passa são desejos? Na febre do momento... “Quem é Alice?” – pergunta a aluna intrigada . “O … Continuar lendo Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?

“Cada qual cuide de seu enterro, impossível não há”*

*" (Frase derradeira de Quincas Berro D’água, segundo Quitéria que estava ao seu lado)" Morre o homem, Fica a memória. Quem era Quincas? Quem foi Joaquim? Certa vez, já morto o homem, Morreu aquele que se diz. Quincas o marinheiro, Defunto que sorri, Foi levado a uma festança Onde pôs fim ao seu destino De … Continuar lendo “Cada qual cuide de seu enterro, impossível não há”*

Acho melhor não

Um advogado, “homem de certa idade [...] que desde a juventude sempre teve a mais firme convicção de que a forma de vida mais fácil é a melhor” (MELVILLE, 2009, 1), possui escritório em Wall Street. E nessa função fez contato com homens “aparentemente interessantes e um tanto diferentes a respeito [dos] quais nada [...] … Continuar lendo Acho melhor não

Fui a Paris e me hospedei na Rue de Grenelle, número 7.

"Todas as famílias felizes são parecidas entre si. As infelizes são infelizes cada uma a sua maneira." (Leon Tolstói, Anna Karênina) Renée é uma mulher de cinquenta e quatro anos que trabalha como zeladora em um prédio de luxo – o número 7 da Rue de Grenelle – em Paris. “Viúva, baixinha, feia, gordinha, calos … Continuar lendo Fui a Paris e me hospedei na Rue de Grenelle, número 7.