O veneno da aranha vermelha

A comunidade queria se livrar da aranha vermelha. Em qualquer lugar — na praia, em casa, no restaurante e provavelmente até no motel com o amante —, o assunto era o bravo veneno daquele aracnídeo. — Cuidado com a Vermelita Venenosa! — Me disseram que uma dessas pode transformar nossa comunidade em uma selva. Aí … Continuar lendo O veneno da aranha vermelha

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O tempo da escrita

O tempo da escrita é o agora. Em ritmo lento faz-se história; quando é urgente, revolta. A escrita é vivência em seu próprio tempo. Ela é íntima, forma-se na mente, constrói, desconstrói, reconstrói. É devir. Quando transforma o status quo, é revolução. A escrita é vigente; seu ritmo é respiração. No pretérito, é registro ou ficção. … Continuar lendo O tempo da escrita

Quadros de guerra

Numa noite de exposição, pessoas enquadradas pediam ajuda. Era possível ouvir gritos e choros: pedidos de clemência aos que apreciavam as obras. Vivas. De um destino construído pela maldade de quem queria nada menos — tudo a mais — que poder. Enquadradas, pessoas imploravam por vida. Os visitantes, ombros nos ombros alheios, rodopiavam como em … Continuar lendo Quadros de guerra

Um sério clichê

Você ama o outro como ama a si mesmo — seu ódio e descuido, sua falta de compaixão, seu desrespeito revelam o que você sente pela pessoa mais próxima: você.

A estrutura na escrita (vida) criativa

Uma história é um tecido alinhavado por elementos da narrativa. Há que se costurar bem, para não criar buracos nem deixar pontas de fios soltas. Nessa costura, o mais importante é como usar os fios que temos. Se o mocinho sobrevive ou morre no final, isso não importa tanto (…) Vidas são histórias e o grande spoiler de todos: vamos morrer no final.