Um sério clichê

“Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” Está escrito nos livros bíblicos Levítico, Mateus, Marcos, Lucas, Tiago, Romanos e Gálatas.

Mas se não consigo amar a mim mesmo, como posso amar o próximo?

Um dos desafios do ser humano é ser gentil e amável consigo mesmo. Gentileza e amabilidade são resultados de um relacionamento positivo com o “eu” e com o resto do mundo; é onde começa a compaixão e é o caminho para extinguir do coração e da mente a raiva, a ira e o medo.

Como disse o poeta “gentileza gera gentileza”. E ela começa dentro de cada um de nós.

A incapacidade de se ver como um ser humano cuja vida vale a pena, a incapacidade de SE amar leva à violência contra o outro. Eis a origem da intolerância, eis a origem da “outrofobia” — o medo que chamamos homofobia, transfobia, intolerância religiosa, racismo e tantos outros preconceitos. Você ama o outro como ama a si mesmo — seu ódio e descuido, sua falta de compaixão, seu desrespeito revelam o que você sente pela pessoa mais próxima: você.

Dos ensinamentos budistas aprendi algo mais ou menos assim: O amor é a água que consegue apagar as chamas da ira.

 

“A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros: pois quem ama ao próximo, tem cumprido a lei.

Pois isto:
Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.

O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.”
(Romanos 13:8-10)

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