Interlúdio

A verdade é o que é.

Olhe bem:

O que é

Nem sempre é

O que parece ser.

Não há cura

Para o que não é doença

Ana Luiza Libânio Dantas

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Interlúdio

As vozes intercaladas dos dois amantes nos envolvem em sua história que não é apenas um drama romântico, mas sim, acima de tudo, um drama social. O que os dois amantes de Interlúdio Interlúdioromance de James McSill – vivem não está apenas nas páginas do livro. A trama criada por James é como um tricô tecido com distintas linhas, todas se entrelaçando de forma a criar um único manto que longe de cobrir a nudez, expõe a realidade do corpo social.

Lázaro e Dennis apaixonam-se em seu primeiro encontro. São jovens, mas já têm a certeza de que encontraram o amor da vida deles. Não fosse pela religião de Dennis – ele é de família mórmon e seu pai, John, extremamente radical – os dois teriam a felicidade garantida. Mas as coisas não são fáceis na vida do casal, principalmente depois de serem separados por John que, além de levar Dennis de volta aos Estados Unidos, interna-o em uma clínica para curá-lo da homossexualidade. Choque, lobotomia, remédios. Dennis é “reprogramado”.

Mas ele é mesmo doente e precisa ser curado?

O que ele se torna é o que realmente é?

Interlúdio é uma mensagem de que o amor é amor e que preconceito nenhum deve separar aqueles que se amam. Não importa o deus em que se acredita, o amor e o respeito devem permear qualquer relação e as diferenças devem ser aceitas como riquezas.

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2 comentários sobre “Interlúdio

  1. Eu também li e fiquei impressionado. Na minha opinião é um Brokeback brasileiro, ou americano-brasileiro, muito mais bacana que o filme que ganhou o Oscar.A história não é uma coisa chavão, não é uma coisa de gay para gay. Emprestei o livro para dois colegas de trabalho, os dois me confessaram que choraram mais que eu.Ei li três livros deste gênero que gostei,’O Quarto de Giovanni’, que em breve passagem por Belo Horizonte, a Cia Internacional de Teatro apresentou o espetáculo e comprei o livro, o ‘Terceiro Travesseiro’ e,recentemente, Interlúdio. Este último é sem sobras de dúvida o melhor de todos, como você diz, tudo é costurado com perfeição e simplicidade. O autor é impressionante. Estou lendo pela terceira vez, gosto de literatura, quanto mais eu examino descubro coisas que numa primeira leitura não notei.

  2. Você já conversou com esse autor? O homem é um gênio. Eu fiz com ele um seminários de estruturação de romance em São Paulo, ela criava coisas na nossa frente, do nada, como se fosse mágica. Na minha opinião é um dos romances mais inusitados que li em termos de estrutura, ele usa, como ele mesmo diz nos seminários, ‘truques’ para criar realidade e levar o leitor a se interessar pela história.Como seu amigo Jason, li várias vezes porque me interessa ver como ele criou os detalhes da obra. Fazer o que ele fez, com a simplicidade que fez é genial, não tenho outra palavra para descrever o cara.

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